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ÉLITE: UMA MORTE, MUITO DRAMA E QUESTÕES SOCIAIS PERTINENTES

O novo sucesso espanhol da plataforma de streaming está a correr mundo.

Primeiro fator: Élite prende. Segundo fator: uma maratona é inevitável. Depois da tão aclamada La Casa de Papel, a primeira série espanhola a entrar para o catalogo da Netflix, há um novo drama a estar nos primeiros lugares de sugestões. Um thriller juvenil com grande ambição de se transformar no próximo fenómeno global – os criadores da série sabem o que querem e têm os ingredientes todos para alcançar os objetivos.

Destinada a um público jovem, que abraçou com toda a força as plataformas digitais em detrimento da televisão tradicional, Élite oferece os temas sociais do momento de uma forma crua e nua mas bem dirigida. Há fanatismo religioso, relações homossexuais clandestinas devido à pressão da sociedade, festas, relações sexuais, uma gravidez inesperada e uma protagonista atípica. A série aproveita ainda para lançar mensagens e tratar de assuntos pertinentes em pleno século XXI, como é o caso do HIV, da homossexualidade, o racismo e os estratos sociais.

Élite apresenta a história de três alunos que recebem uma bolsa de estudo para frequentar uma das melhores escolas de Espanha. Mas, como em qualquer série que se aproxime das telenovelas, tudo muda assim que os bolseiros chegam à escola. Uma catadupa de acontecimentos – que não podem ser mencionados, sob pena de serem considerados spoiler alert – leva-nos até à cena que abre este drama, uma morte.
A narrativa lembra-nos outras histórias juvenis, como Gossip Girl (apenas não tão mirabolante), Big Little Lies (não tão misteriosa), ou How To Get Away With Murder (não tão sombria). Élite pode ser excessiva e adolescente, mas é também dirigida de forma eximia e muito clara sobre aquilo que quer ser e fazer.
Estreou a 5 de outubro e, poucos dias depois, foi confirmada uma segunda temporada – que deve chegar à Netflix no ano de 2019.