dez 21

TRADIÇÕES DO NATAL: DE ONDE VÊM?

A tradição já não é a mesma . A época festiva caracteriza-se por uma série de rituais que aprendemos  é que são natalícios apenas porque os repetimos na época festiva.

Mas porque  fazemos? E quem fez primeiro?

Segue uma pequena cronologia e as culturas mundiais para perceber porque fazemos o que fazemos no Natal.

 

De onde nasceu o Natal contemporâneo?

Na era Vitoriana as celebrações natalícias estavam em forte declínio. Os motivos eram vários,  fosse pela enorme crise económica que existia na época,  fosse pelos lideres cristãos estarem   descrentes da tradição. O que é certo é que o Natal já não era aquela época especial para as pessoas, como era desde a idade media. Mas isso mudou radicalmente, e tudo se deve ao grande escritor Inglês, Charles Dickens. Quando Dickens lança o livro “A Christmas Carol”, durante a época natalícia de 1843, houve como uma revolução nas festividades  daquele ano para a frente. O livro foi um sucesso imediato, e ainda hoje se deve a ele à maneira como vemos e celebramos o natal. Diz a lenda que quando Dickens morreu em 1870, uma menina em Londres quando soube da morte, perguntou imediatamente ” O senhor Dickens morreu? Então, o Pai Natal morreu também?”.

Afianal porque  comemos peru ?

O peru tem conseguido inflitrar-se nas tradições. Mas como apareceu? A resposta não é fácil, pois existem várias opiniões, mas uma das teorias que parece gerar maior consenso é que tudo começou na América do Norte. O peru é nativo das florestas norte-americanas e diz que, em 1621, depois de uma grande colheita, os índios nativos da América do Norte comemoraram o sucesso da mesma, comendo um peru que tinham caçado. Devido a ser uma ave de porte grande e com grande quantidade de carne, o bichinho era visto pelos nativos como um símbolo de fartura e daí para a frente foi usada nas celebrações. Cada vez que uma tribo conquistava um novo território, celebrava comendo um peru. Anos mais tarde, por volta de 1510, o então rei de Inglaterra Henry VIII, foi o primeiro rei a comer um peru, depois que o navegador Inglês William Strickland ter levado a tradição de comer peru dos territórios norte-americanos, por onde tinha ido  explorar. Até aos dias de hoje o ato de comer peru como forma de celebração continua. Quer seja na tradição brasileira de comer no dia de natal, quer seja pela tradição Americana de comer peru no dia de ação de graças, ou por tantas outras espalhadas por esse mundo fora. São várias as tradições, mas todas têm em comum o ato de celebrar algo.

Porque se usam meias (ou o sapatinho )?

Ao certo ninguém sabe como ou quando. Mas diz a lenda mais popular, que um homem que ficou viúvo recentemente, e pai de três meninas, andava muito preocupado com as suas filhas. Apesar de bonitas, o homem temia que a pobreza extrema da família e o que isso representava no status daquela época, fizesse com que fosse impossível que elas conseguisse maridos. Um dia, São Nicolau andava pelas ruas da aldeia onde o senhor vivia e ouviu os aldeões a discutir a situação da família. Ele quis logo ajudar o pobre homem, mas sabia pelos relatos que acabara de ouvir que o homem não iria aceitar qualquer caridade. Então, numa noite, São Nicolau decidiu entrar na casa onde vivia o senhor e as três filhas, pela chaminé. Ao entrar, deparou com as meias das meninas que estavam a secar perto da lareira e encheu  com moedas de ouro, desaparecendo de seguida. As meninas acordaram na manhã seguinte e, ao verem as meias,  não conseguiram conter toda a sua alegria, e os gritos de felicidade eram ouvidos à distância nas casas vizinhas.

Porque temos árvore de Natal? Como é que a tradição começou?

Igual outras tradições, também esta é difícil de precisar a origem com toda a certeza. O que todos parecem concordar é que a primeira árvore de Natal nasceu no norte da Europa. A partir daqui, as opiniões variam. A cidade de Tallinn, na Estónia, diz que foi ela que teve a primeira árvore de natal do mundo, em 1441. Por sua vez, Riga, na Letónia, defende que a primeira árvore de natal é sua, em 1510, e tem inclusivamente uma placa comemorativa desse facto exposta numa rua da cidade. Mas a árvore de Natal decorada, como a conhecemos nos dias de hoje, é outra história. Tudo terá começado na Alemanha: o monge e professor Martin Luther voltava para casa numa noite de véspera de Natal e, ao percorrer a floresta até sua casa, ficou encantado com o cintilar das estrelas nos ramos das árvores. O senhor ficou tão maravilhado que tentou replicar essa memória. Cortou um pequeno pinheiro, levou-o para casa e decorou com maçãs, velas, rosas e papeis coloridos. No entanto, a tradição de enfeitar a árvore só se espalhou pela Europa (e Mundo) uns séculos mais tarde, quando o Príncipe Albert de Saxe-Coburgo-Gota (natural da Alemanha), levou uma árvore de Natal para Inglaterra para se lembrar de casa e oferecer à então sua esposa, a Rainha Victoria. Quando o jornal da época, o Illustrated London News, mostra numa das suas edições um retrato pintado com a rainha Victoria e a sua família em torno de uma árvore de Natal, a tradição espalha-se imediatamente por toda a Inglaterra, acabando mais tarde por chegar a todo o Mundo.

A Coca-Cola inventou o Papai Noel?

Não, não inventou. A figura do Bom Velinho já existia muito antes do famoso anúncio da Coca-Cola, em 1931. E o motivo dele  vestir de vermelho também não é por causa da Coca-Cola. Muito antes de 1931, já vários “Papais Noeis” se vestiam de vermelho, como se pode comprovar nas ilustrações de Thomas Nast (cartunista do final do séc. XIX). Mas a famosa marca de refrigerantes teve um papel fundamental na imagem que temos atualmente do Papai Noel. Na história, existem centenas, senão milhares, de versões dele: em algumas muito antigas, o Bom Velinho  do Natal tem uma imagem nada boa e fofa mas sim de um monstro; em outras, é um elf. Mas aquele senhor com alguma idade, com barriga e barba branca, esse sim foi a Coca-Cola que criou e trabalhou arduamente nele. Um esforço da marca que gera dividendos até aos dias de hoje: atualmente, a imagem que todos temos do Papai Noel é a do homem criado pela Coca-Cola e não nenhuma das outras centenas que foram criadas anteriormente. E são muitas as pessoas que continuam a acreditar que foi a marca que o criou e o mito , e com toda a certeza vai continuar por anos.

Porque  enviamos cartões de Natal?

Por causa de um senhor chamado Henry Cole. Em 1843, o senhor Henry, teve a ideia de enviar um cartão de agradecimento aos seus familiares e amigos. Pelas reações que teve, o senhor Henry percebeu que a ideia tinha sido um sucesso. Decidiu então pedir ao seu amigo e artista John Horsley, para desenhar o primeiro cartão de natal do mundo. Assim que amigo lhe deu o desenho, Henry mandou fazer 1000 cartões, e vendeu a 1 shilling cada um (era bom dinheiro naquela época). O cartão foi um sucesso de vendas, e todas as unidades foram vendidas. Mas também gerou uma grande polémica. No cartão alem de se poder ler a frase “Feliz Natal e Bom Ano novo”, podia-se também ver no desenho, crianças bebendo vinho. O que foi muito mal recebido por algumas pessoas. Mas a tradição vingou, e por volta de 1860, já vários cartões de natal eram produzidos em escala industrial. A tradição dura até aos dias de hoje, e com certeza ira durar por gerações futuras.

Nós comemos peru, leitão a pururuca, rabanada e sem esquecer do arroz com passas e amendoas e o resto do mundo?

– No Zimbabwe, no dia de Natal come-se frango com arroz.
– Em Porto Rico, o prato principal é leitão.
– No Japão, é frango frito. Para conseguir a iguaria no dia de Natal, os japoneses começam a fazer reservas um a dois meses antes. O rei dos reis é o frango da marca KFC, que vende toneladas de frango no Japão, na época festiva.
– Em Itália, a carne vermelha fica de fora no 25 de dezembro. O prato principal é a “festa de sete peixes”: composto por 7 pratos diferentes, onde o peixe reina.
– Na Argentina, come-se Vitel Toné, um prato levado por imigrantes italianos que é composto por vitela fatiada, coberta com molho de atum e alcaparras.
– Em Malta, a tradição é Imbuljuta tal-Qastan, uma espécie de sopa de castanha de cacau.
– Na Finlândia, o prato principal é Porkkanalaatikko, uma caçarola de cenoura picante.
– Por sua vez, na Suécia, o prato é igualmente uma caçarola, mas, desta vez composta, por batatas cortadas muito fininhas e anchovas.
– Nós temos o panetone, a Hungria tem o beigli, uma torta de sementes de papoila, que também é muito popular na Polónia.
– Em Madagáscar, come-se Akoho sy voania, um género de guisado de frango com coco e arroz.

Ou seja vamos comer, porque a comida sempre é muito boa!!